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O lixo nosso de cada dia se transforma em negócio lucrativo
 Por Sônia Araripe, da revista Plurale

Um R é igual a reduzir. Outro R pode significar reutilizar. E o terceiro, reciclar. Este conjunto de ações nunca foi tão importante. Em um cenário de centros urbanos cada vez mais congestionados, com a geração de montanhas de lixo, a solução para os resíduos tem que ser tratada como prioridade zero. O esforço conjunto, em modelo que envolve governos, empresas e a sociedade civil prevê inclusão social através de cooperativas de catadores, e tem lançado o Brasil como case de reciclagem no cenário global. O país é hoje campeão na reciclagem de latas de alumínio, por exemplo, com taxa de 96%. São aproximadamente 9,4 bilhões de latas no ano ou 26 milhões de latas recicladas diariamente. Também cresce a reciclagem de garrafas PET, latas de aço, vidro, papelão e outros materiais.

Várias empresas estão envolvidas nesta verdadeira “cruzada” em defesa não apenas de seus interesses, mas também do planeta, em última instância. Seja em trabalho individualizado ou através de associações e institutos, o setor privado tem procurado agir também junto ao poder público e em ações educativas. ONGs também têm participado ativamente deste esforço coletivo e voluntários na causa procuram fazer sua parte. Que nos digam professoras de diferentes partes do país, empenhadas em ensinar aos alunos a importância de descartar os produtos em latas de lixo das cores certas e também a evitar consumos exagerados.   Leia mais.

 
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01/12/2010
Campanha mundial faz apelo pelo fim da incineração para tratamento de resíduos
Instituto Pólis

A Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), o Instituto Pólis e diversas outras organizações do mundo todo fizeram um apelo conjunto aos governos pelo fim da incineração de resíduos no “9º Dia de Ação Global contra o lixo e a incineração”. Neste ano, a data coincidiu com a reunião da ONU sobre as mudanças climáticas que começou no dia 29 de novembro em Cancún, no México.

 

Organizações dos cinco continentes celebram este dia realizando atos públicos, conferências, intervenções nos meios de comunicação entre outras atividades. 

 

 A Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), integrada por mais de 650 organizações e grupos de 92 países, solicitou aos governos que se comprometam formalmente com políticas de “Lixo Zero”, orientadas para a minimização da geração de resíduos por meio do redesenho, da redução de geração, da reutilização, da reciclagem e da compostagem, em vez de apoiar a incineração e o aterramento de resíduos. Entre os motivos para fazer uma transição em direção a estratégias de Lixo Zero, GAIA afirma que os incineradores e os aterros sanitários geram emissões tóxicas, liberam gases de efeito estufa e tem custos altos para a sociedade.

A Aliança Global por Alternativas à Incineração (GAIA), integrada por mais de 650 organizações e grupos de 92 países, solicitou aos governos que se comprometam formalmente com políticas de “Lixo Zero”, orientadas para a minimização da geração de resíduos por meio do redesenho, da redução de geração, da reutilização, da reciclagem e da compostagem, em vez de apoiar a incineração e o aterramento de resíduos. Entre os motivos para fazer uma transição em direção a estratégias de Lixo Zero, GAIA afirma que os incineradores e os aterros sanitários geram emissões tóxicas, liberam gases de efeito estufa e tem custos altos para a sociedade. 

“Dez anos de trabalho conjunto nesta rede internacional para deter a incineração de resíduos mostraram que o Lixo Zero é uma alternativa muito melhor para o clima, o ambiente, nossa saúde e nossas economias,” afirmou Christie Keith, co-coordenadora internacional da GAIA. “Enquanto os governos se reúnem na Conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Cancun, chamaremos a atenção para que não se enganem por aqueles que sustentam que a queima de gases de aterros sanitários e a incineração são soluções verdes”.

O Instituto Pólis se soma ao pedido internacional para a adoção de planos de Lixo Zero como uma estratégia mais adequada para o clima, em contraposição aos métodos de tratamento de resíduos caros e ineficientes como o depósito massivo em aterros sanitários e a incineração, incluindo as tecnologias de “valorização energética”, o plasma, a gaseificação e a incineração em fornos de cimento.

”As estratégias de Lixo Zero trazem grandes benefícios para o clima, por conservar recursos, economizar energia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa,” disse a coordenadora de Ambiente Urbano do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg. “Ao mesmo tempo, o Lixo Zero cria muitos postos de trabalho e fortalece as economias.”

Os projetos de queima de gases dos aterros, de produção de “combustível derivado de resíduos” e a maioria dos projetos de “valorização energética” de resíduos – frequentemente promovidos e financiados por programas de incentivo a “energias renováveis” – são incompatíveis com as estratégias de reutilização, de reciclagem e de compostagem, posto que destroem materiais que deveriam ser reutilizados, reciclados ou compostados, como o papel, os plásticos e os orgânicos. 

Sobre os benefícios resultantes das atividades dos catadores para o clima consulte a publicação da GAIA disponível aqui.

Investir em tecnologias como aterros sanitários e a “valorização energética” de resíduos com incineração é um obstáculo para os esforços destinados a reduzir a geração de resíduos e são uma ameaça aos setores ligados à reciclagem, particularmente para os catadores de material reciclável.  

Neste ano, a GAIA celebra o 10º aniversário desde sua fundação no ano de 2000 em Johannesburgo. Ao longo da década, a aliança de organizações e pessoas tem mostrado os impactos tóxicos da incineração e outros métodos insustentáveis de manejo de resíduos, obtendo avanços na implementação de alternativas seguras e justas, baseadas nas estratégias de Lixo Zero e Produção Limpa.

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 Noticia veiculada no jornal O Vale de São José dos Campos-SP, em 28/10/2010.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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